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Bad Bunny na eleição brasileira: Lula adapta hit para defender soberania e criticar os EUA

O presidente Lula publicou um vídeo nas suas redes socias que mostra a diversidade étnica e natural existente no Brasil, que, neste 4 de outubro vai às urnas para eleger o próximo presidente.
Bad Bunny na eleição brasileira: Lula adapta hit para defender soberania e criticar os EUAGettyimages.ru / GEOFFROY VAN DER HASSELT /PABLO PORCIUNCULA

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição lançou nesta quarta-feira (23)  uma peça publicitária inspirada na música "Lo Que Le Pasó a Hawaii" do cantor porto-riquenho Bad Bunny.

O presidente Lula publicou um vídeo nas suas redes socias que mostra a diversidade étnica e natural existente no Brasil, que, neste 4 de outubro vai às urnas para eleger o próximo presidente. 

Com narração do ator Wagner Moura, o vídeo viralizou nas redes ao usar a música com letra em português que fala de soberania nacional e cita Flávio Bolsonaro e Donald Trump. 

"A nossa força não se curva, a nossa bandeira não se entrega e a nossa soberania não tem preço. O futuro do Brasil pertence a quem cultiva a vida e protege a sua terra. Somos a floresta, somos a história, somos todos Silva", escreveu o presidente brasileiro.

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A canção original faz parte do álbum 'Debí Tirar Más Fotos' (2025), que venceu o Grammy de melhor álbum do ano.

Na canção, o artista usa a história do Havaí — incorporado como estado americano em 1959 — para alertar sobre o risco de Porto Rico perder o território e a identidade cultural diante da gentrificação e da influência dos EUA.

Bad Bunny já criticou Trump e sua política migratória várias vezes. Em fevereiro, no Super Bowl, exaltou a cultura latina e a identidade porto-riquenha, além de criticar as políticas antimigratórias dos EUA.

A soberania nacional é um tema recorrente no discurso de Lula, usado para responder a diferentes pontos de tensão com Washington — de tarifas a minerais críticos e ao processo eleitoral. Não por acaso, a campanha escolheu uma música de Bad Bunny que compartilha dessa mesma crítica à influência americana.