
Presidente de Cuba diz que 'nenhuma outra nação' suportaria pressão imposta contra Havana

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (18) que "nenhuma outra nação" suportaria por tanto tempo as sanções, o bloqueio econômico e as medidas coercitivas impostas pelos Estados Unidos contra Havana. Durante o encerramento da Sessão Plenária Extraordinária do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, o mandatário também destacou a resistência do povo cubano diante das pressões externas.
"Todos os nossos heróis enfrentaram momentos tão ou mais difíceis para sua época do que aqueles que a nova geração revolucionária enfrenta hoje, e todos emergiram desses desafios com honra e glória", afirmou o mandatário em seu discurso de encerramento da Sessão Plenária Extraordinária do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.
🇨🇺| Presidente @DiazCanelB:
— Presidencia Cuba 🇨🇺 (@PresidenciaCuba) June 18, 2026
"Cuando la vida del pueblo se vuelve tan dura, el primer deber del Partido Comunista y del Gobierno Revolucionario no es explicar mejor la crisis, sino cambiar lo que haya que cambiar para salir de ella”.https://t.co/8lgHWyL20I
Durante a reunião, Díaz-Canel apresentou uma agenda econômica emergencial que, segundo suas próprias palavras, é inadiável diante dos desafios da ilha, recentemente atingida por novas medidas coercitivas unilaterais de Washington, que se somam a décadas de bloqueio econômico e comercial.
"Cuba não precisa de mais adiamentos, precisa de soluções. Não se trata de criar mais escritórios nem de multiplicar reuniões, mas de alcançar resultados concretos", declarou. A proposta recebeu o aval do ex-presidente e líder revolucionário Raúl Castro.

"Nenhuma revolução teve vida fácil, e a nossa teve a ousadia de sobreviver a seis décadas de bloqueio, leis genocidas, guerra híbrida e a uma escalada de medidas coercitivas unilaterais", ressaltou o presidente.
Na avaliação de Díaz-Canel, a melhor forma de honrar o legado e a obra dos dois líderes históricos da ilha, Raúl e Fidel Castro, é defender e preservar a essência de justiça social da Revolução, "em meio ao vendaval de guerras de pilhagem, ameaças de invasão e processos de neocolonização".
Na quarta-feira (17), o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz afirmou que as transformações anunciadas na semana passada pelo presidente abrangem, entre outros temas, a gestão dos atores econômicos, o sistema de planejamento central da economia, a redefinição do orçamento e a autonomia municipal.
Ele acrescentou que as mudanças também incluem o desenvolvimento do setor energético, a recuperação da produção agrícola, alterações nas condições sociais, trabalhistas e salariais. Também estão previstas a modernização dos sistemas financeiro e bancário, transformações na política tributária e modificações nos modelos vigentes para o investimento estrangeiro.
