Notícias

'Cuba é um país pacífico. Cuba nunca atacou ninguém', afirma presidente cubano

Miguel Díaz-Canel enfatizou que seu país "não quer guerra; quer diálogo, quer se afastar do confronto".
'Cuba é um país pacífico. Cuba nunca atacou ninguém', afirma presidente cubanoGettyimages.ru / Horacio Villalobos

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canelafirmou em entrevista ao elDiario.es na segunda-feira (8) que "Cuba é um país de paz" e rejeitou as acusações dos EUA de que a nação caribenha representa uma ameaça à sua segurança. 

"Cuba é um país de paz. Cuba é um país que quer a paz. Cuba quer aperfeiçoar sua sociedade com a participação popular, defendendo os princípios em que acreditamos, as convicções que temos. Há muitas demonstrações de que somos um país de paz. Cuba nunca atacou ninguém", afirmou. 

Ao mesmo tempo, o presidente classificou como "mentira" as acusações de Washington de que o país representa uma ameaça à segurança dos EUA.

"Será que dez milhões de habitantes em uma ilha bloqueada e assediada podem representar um perigo, uma ameaça à segurança nacional, como disseram, algo extraordinário e incomum para a nação mais poderosa do mundo? Isso é um pretexto criado para inflamar a opinião pública mundial e justificar a possibilidade de uma agressão militar contra Cuba", denunciou. 

Díaz-Canel enfatizou que Havana nunca ameaçou ninguém e "não quer guerra; quer diálogo, quer se afastar do confronto".

"Não temos medo da guerra e estamos nos preparando para o caso de termos que enfrentar uma agressão militar", alertou, observando que a retórica dos EUA sobre Cuba está se tornando cada vez mais belicosa.

Ameaça a Cuba

  • Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar com "numerosos países hostis", de acolher "grupos terroristas transnacionais" e de permitir a implantação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
  • Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendam petróleo à nação antilhana, às quais se somam ameaças de represálias contra aqueles que atuem contra a ordem executiva da Casa Branca.
  • A medida ocorre em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, rejeitou essas alegações e advertiu que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo estadunidense com fins puramente pessoais".
  • Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com numerosas medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.