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Aeroespaço, conectividade e IA: China e Brasil propõem ampliar transferência de tecnologias

Pequim convidou oficialmente o Brasil a integrar a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO) e reforçou laços em fóruns como ONU e BRICS.
Aeroespaço, conectividade e IA: China e Brasil propõem ampliar transferência de tecnologiasXinhua/Rouelle Umali

China e Brasil defenderam na terça-feira (22) o aprofundamento da cooperação estratégica bilateral, com foco em setores de alta tecnologia como aeroespaço, conectividade e inteligência artificial (IA), conforme informou a imprensa estatal chinesa Xinhua.

A proposta foi apresentada durante reunião entre o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em Manila.

O chanceler chinês afirmou que, sob a orientação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, a parceria estratégica sino-brasileira avançou na construção de uma "comunidade de futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável".

Segundo Yi, os dois países devem manter a sinergia e a comunicação estratégica, ampliar a coordenação política e aprofundar a cooperação em áreas consideradas essenciais para o desenvolvimento de ambas as nações.

Cooperação e transferência de tecnologia

Yi destacou que a China está disposta a fortalecer a cooperação com o Brasil no sentido de ampliar a transferência de tecnologias capazes de impulsionar o desenvolvimento mútuo.

O ministro também convidou oficialmente o Brasil a integrar a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO), iniciativa liderada por Pequim para ampliar a cooperação internacional em IA e promover interesses comuns durante a revolução tecnológica.

Vieira, por sua vez, confirmou o interesse brasileiro em integrar a iniciativa, afirmando que a adesão poderá abrir novas oportunidades para ampliar a colaboração científica, tecnológica e em inovação entre os dois países.

Sul Global e soberania

Yi classificou o Brasil como uma das principais economias emergentes e uma força representativa do Sul Global. Ele afirmou que a China apoia o país na defesa de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento, manifestando expectativa de que Brasília continue apoiando Pequim em suas questões consideradas centrais.

Então, Vieira afirmou que os líderes dos dois países mantêm diálogo próximo e elevado nível de confiança política, ressaltando que as trocas em diferentes níveis de governo permanecem frequentes e que o comércio bilateral atingiu um novo recorde em 2025.

O chanceler brasileiro disse que o Brasil pretende aprofundar a cooperação com a China nas áreas de finanças, comércio e inovação, além de ampliar a coordenação em fóruns multilaterais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o BRICS.