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Parceria do Brasil com a China é quase três vezes superior do que com os EUA

País respondeu por 31,6% de todas as exportações brasileiras no período, atingindo um novo recorde histórico. Apenas em relação ao petróleo, crescimento foi de 62%.
Parceria do Brasil com a China é quase três vezes superior do que com os EUAGettyimages.ru / RHJ

As exportações brasileiras para a China atingiram um novo recorde histórico no primeiro semestre de 2026. As vendas ao país asiático somaram US$ 58,3 bilhões (R$ 296,6 bilhões) entre janeiro e junho. Trata-se de uma alta de 22% em relação ao mesmo período de 2025 e o maior valor já registrado para um primeiro semestre da série histórica, de acordo com informe divulgado recentemente pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

O desempenho consolidou a China como o principal parceiro comercial do Brasil. O país respondeu por 31,6% de todas as exportações brasileiras no período, participação quase três vezes superior à dos Estados Unidos, segundo maior destino dos produtos nacionais.

As importações brasileiras de origem chinesa também bateram recorde, alcançando US$ 38,5 bilhões (R$ 195,9 bilhões).

O avanço das exportações foi sustentado principalmente pela soja, pelo petróleo e pelo minério de ferro, que juntos representaram 76,5% das vendas brasileiras para a China.

A soja liderou a pauta, com US$ 20,2 bilhões (R$ 102,7 bilhões) exportados, seguida pelo petróleo, que alcançou US$ 15,1 bilhões (R$ 76,8 bilhões), e pelo minério de ferro, com US$ 9,2 bilhões (R$ 46,8 bilhões).

Petróleo em alta

As exportações de petróleo registraram um crescimento de 62% e estabeleceram um recorde para o período.

Segundo o CEBC, as tensões no Oriente Médio estimularam a estratégia chinesa de diversificar fornecedores, favorecendo o Brasil como uma alternativa considerada estável para o abastecimento da commodity.

Março, abril e junho registraram os maiores faturamentos mensais da série histórica iniciada em 1997.

A soja também teve desempenho expressivo. Mesmo com estabilidade no volume embarcado, a valorização internacional elevou o faturamento em 7%, para US$ 20,2 bilhões (R$ 102,7 bilhões), montante superior ao valor de todas as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos no semestre, de US$ 17,4 bilhões (R$ 88,5 bilhões). A China absorveu 69,5% de toda a soja exportada pelo Brasil.

Além dos principais produtos da pauta, a carne bovina também bateu recorde, com exportações de US$ 4,8 bilhões (R$ 24,4 bilhões), crescimento de 50% em relação ao primeiro semestre de 2025. O valor superou todas as vendas brasileiras para a Espanha no período.

No saldo da balança comercial, o Brasil registrou superávit de US$ 19,8 bilhões (R$ 100,7 bilhões) nas transações com a China, responsável por 47% do superávit comercial brasileiro com o mundo, que totalizou US$ 42,4 bilhões (R$ 215,7 bilhões) no semestre.

A corrente de comércio entre os dois países chegou ao recorde de US$ 96,9 bilhões (R$ 493 bilhões), mantendo a China como o principal parceiro comercial do Brasil.