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Estudo revela quanto custará ao Ocidente ser 'independente' da China

Especialistas sugerem que a alternativa mais pragmática para o Ocidente é a redução seletiva de riscos em setores estratégicos.
Estudo revela quanto custará ao Ocidente ser 'independente' da ChinaGettyimages.ru / Cheng Xin

O Ocidente precisará investir US$ 23,6 trilhões até 2050 para replicar as cadeias de suprimento e a capacidade de manufatura atualmente concentradas na China, aponta um estudo da EY-Parthenon citado pelo Financial Times nesta segunda-feira (13). O relatório estima que os Estados Unidos, zona do euro e Reino Unido precisariam aportar adicionalmente cerca de US$ 940 bilhões por ano para viabilizar esse processo.

A análise indica que a China consolidou seu domínio sobre matérias-primas críticas e insumos estratégicos há anos. Segundo a Agência Internacional de Energia, o país fornecerá mais de 60% do lítio refinado mundial e 80% do grafite para baterias até 2035, além de ter implementado controles de exportação sobre elementos de terras raras durante recentes disputas comerciais.

O estudo sustenta que uma desvinculação total da China permanece economicamente inviável, sugerindo a redução seletiva de riscos como alternativa pragmática. Embora a reconstrução das cadeias de suprimentos aumente o gasto público e os preços ao consumidor na Europa e na América do Norte, o relatório considera que reforçar a segurança do abastecimento é preferível à dependência externa.