
Reforma da cúpula militar de Zelensky não convence ucranianos, que protestam pelo 7º dia consecutivo

As manifestações na Ucrânia em apoio a Mikhail Fyodorov prosseguem pelo sétimo dia consecutivo. O ex-ministro da Defesa foi demitido após seis meses à frente da pasta. A informação foi divulgada pelos meios de comunicação locais nesta quarta-feira (22).
As ruas de Kiev, Odessa, Lvov, Kharkov, Ivano-Frankovsk, Poltava voltaram a receber milhares de pessoas insatisfeitas com a demissão de Fyodorov. Satisfeitos com a saída do comandante-em-chefe das Forças Armadas, Alexander Syrsky, os manifestantes continuam exigindo a recondução do ex-ministro ao cargo.
Os participantes entoaram palavras de ordem como "Fyodorov, ministro da Defesa", "Se está trabalhando, não mexam com ele", "Exército moderno, ministro moderno" e "Troquem os prisioneiros, não os ministros". Além disso, os manifestantes afirmaram estar "fartos da burocracia" e dos "esquemas de corrupção" nas Forças Armadas.
"Devemos fazer todo o possível para garantir que as autoridades ouçam e atendam a todas as demandas da sociedade", afirmou um dos participantes do ato, citado pela mídia local.
Mudanças nas Forças Armadas em meio a baixas na linha de frente
A demissão do ministro da Defesa também provocou insatisfação nas Forças Armadas. O coronel Pavel Elizarov, subcomandante da Força Aérea da Ucrânia, apresentou sua renúncia em sinal de protesto, classificando a saída de Mikhail Fyodorov como "um grande mal" para a capacidade de defesa do país.

O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, afirmou que ofereceu ao ex-ministro da Defesa "um cargo respeitável no Governo que permitiria unificar o componente tecnológico" do país. No entanto, a decisão não satisfez a sociedade ucraniana.
Ainda assim, na terça-feira (21), Zelensky atendeu a uma das exigências dos manifestantes e destituiu o comandante-chefe das Forças Armadas, Alexsander Syrsky, substituindo-o pelo comandante das Forças Conjuntas, Mikhail Drapaty.
Fyodorov e Syrsky mantinham um conflito aberto, principalmente devido às posições conservadoras deste último, a quem o ex-ministro tentou destituir por meio do líder do regime de Kiev. Segundo uma fonte próxima ao governo, Vladimir Zelensky estaria disposto a afastar Syrsky do comando, caso encontrasse um comandante capaz de garantir uma transição de poder sem sobressaltos.
- As mudanças nas Forças Armadas ocorrem enquanto as forças russas prosseguem com a operação militar especial e avançam com sucesso ao longo de toda a linha de frente, melhorando suas posições táticas e rompendo as defesas inimigas. Entre os avanços mais recentes está a libertação da cidade estratégica de Konstantinovka, em Donbass.
- A ofensiva russa continua, especialmente em direção à localidade de Dobropolie, situada no noroeste de Donbass e que, recentemente, se tornou um importante centro estratégico e logístico. Seu controle permitiria às forças russas abrir caminho para dois centros estratégicos da região: Kramatorsk e Slaviansk, completando assim a libertação da República Popular de Donetsk.
- Os ataques coordenados e em larga escala das Forças Armadas russas contra instalações militares e de infraestrutura ligadas às atividades das tropas ucranianas são realizados, segundo Moscou, em resposta aos atos terroristas do regime de Kiev contra alvos não militares em território russo, que continuam matando civis enquanto dormem em suas casas ou viajam em ônibus de passageiros, entre outros crimes
