VÍDEOS: Indignação na Ucrânia — milhares protestam contra Zelensky por demitir ministro da Defesa

A saída de Mikhail Fiodorov do Ministério da Defesa ucraniano provocou uma onda de protestos nas principais cidades do país. Milhares de manifestantes saíram nesta quinta-feira (16) às ruas de Kiev, Lvov, Odessa e Dnepr exigindo a reintegração do funcionário. A maior manifestação aconteceu em frente ao Gabinete Presidencial na capital, onde cartazes denunciavam o que os participantes consideram uma decisão arbitrária de Vladimir Zelensky.
🪧🇺🇦 La dimisión del ministro de Defensa de Ucrania, respaldado por Occidente, ha desencadenado una ola de protestas en todas las grandes ciudades del país pic.twitter.com/gR4N3hTtmq
— RT Última Hora (@RTultimahora) July 16, 2026
O deputado da Verkhovna Rada (Parlamento ucraniano) Yaroslav Zhelezniak foi especialmente contundente em sua avaliação. Segundo o parlamentar, o Gabinete Presidencial desenvolveu "um hábito nocivo" de provocar manifestações de massa através de decisões egoístas que ignoram o interesse nacional.
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A demissão também gerou tumulto nas Forças Armadas. O coronel Pavel Elizarov, subcomandante da Força Aérea Ucraniana, apresentou a renúncia em protesto, chamando a saída de Fiodorov de "um grande mal" para a capacidade defensiva do país.
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Fiodorov, que ocupou o cargo por seis meses, confirmou sua saída reconhecendo que ele não conseguiu terminar o que começou. Ele também apoiou os protestos.
Segundo ele, "o povo ucraniano não saiu às ruas por causa do ministro Fiodorov em particular", mas porque "eles sentem quando acontece algo que não é baseado nos valores que são cultivados aqui."
A imprensa local aponta que os círculos do regime de Kiev percebiam Fiodorov como um potencial rival político diante de futuras eleições, apoiado por certas forças do Ocidente. Segundo essas versões, a crescente popularidade do ministro e seu perfil reformista fizeram dele uma ameaça à liderança de Vladimir Zelensky, que recentemente recebeu mais acusações de autoritarismo.
