O empresário norte-americano Bryan Johnson afirmou na segunda-feira (21), ter "clonado a mim mesmo... como um recém-nascido" após obter células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) a partir do próprio sangue.
Em publicação nas redes sociais, ele explicou que se referia à reprogramação de células adultas para um estado semelhante ao embrionário.
Segundo ele, essas células poderão ser utilizadas em pesquisas voltadas à medicina regenerativa.
Segundo Johnson, o processo começou com uma coleta de sangue. As células foram isoladas e submetidas aos chamados fatores de Yamanaka, técnica que reprograma células adultas para um estado semelhante ao embrionário ao redefinir sua idade epigenética.
O empresário explicou que essas células são pluripotentes, ou seja, podem dar origem a centenas de tipos celulares, como neurônios, células do músculo cardíaco e da retina.
Aplicações da tecnologia
Segundo ele, isso poderá permitir o desenvolvimento de terapias para reconstruir tecidos e órgãos com menor risco de rejeição, por serem geneticamente compatíveis com seu organismo.
Johnson afirmou que a tecnologia poderá, no futuro, ser aplicada para restaurar funções de rins, fígado e pulmões, reparar danos à pele e recuperar a visão e a audição.
Ele acrescentou que acredita que a reprogramação celular representa um caminho para "reverter o envelhecimento" ao corrigir alterações epigenéticas acumuladas com a idade.
O empresário também destacou que ensaios clínicos já utilizam essa tecnologia para restaurar neurônios produtores de dopamina em pacientes com Parkinson, além de pesquisas voltadas à saúde cardiovascular e à recuperação da visão.
Motivação pessoal
Ao final, Johnson relacionou o avanço ao fato de ter sido diagnosticado com uma doença incurável.
Segundo ele, a condição o levou a buscar novas formas de reparar e fortalecer o organismo, classificando a reprogramação celular como o primeiro exemplo desse novo caminho.