
Empresa usa cérebros humanos mortos-vivos para testar remédios

Uma startup de biotecnologia dos Estados Unidos utiliza cérebros humanos preservados após a morte para testar medicamentos contra doenças como Alzheimer, Parkinson e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Um estudo recente sobre o tema foi publicado na revista científica Science.
A empresa, chamada Bexorg, desenvolveu uma tecnologia capaz de restaurar parte das funções biológicas do cérebro por algumas horas após a morte. O sistema bombeia fluidos oxigenados pelo órgão, permitindo que células e tecidos continuem funcionando temporariamente.

Segundo a companhia, mais de 700 cérebros já foram estudados. Durante os testes, os pesquisadores analisam como medicamentos experimentais se comportam no tecido cerebral humano. A proposta é oferecer uma alternativa mais próxima da realidade do que os tradicionais testes em animais de laboratório.
Como os cérebros pertencem a humanos que viveram décadas, eles carregam características genéticas e biológicas difíceis de reproduzir em outros modelos.
O projeto também levanta debates éticos. Para evitar qualquer possibilidade de atividade consciente, a empresa afirma que utiliza anestésicos e mantém a atividade elétrica cerebral bloqueada durante todo o processo.
