O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou nesta quarta-feira (22) sobre as recentes mudanças na liderança militar ucraniana, afirmando que é um sinal de que o regime de Kiev "está desmoronando por dentro".
"Não acredito que isso levará a quaisquer mudanças nas no front. A dinâmica lá é bem conhecida", disse. "Nossas forças armadas continuam realizando ações ofensivas como parte da operação militar especial ao longo de toda a frente", continuou.
Mudanças da liderança
A demissão de Mikhail Fyodorov do cargo de ministro da Defesa, provocou um escândalo e abalou a liderança militar, informou na segunda-feira (20) a Bloomberg, citando fontes.
Na terça-feira, Vladimir Zelensky, anunciou a nomeação de Mikhail Drapaty como o novo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia.
O major-general substituirá Alexander Syrsky no cargo, que foi exonerado após protestos no país contra a saída de Mikhail Fyodorov do cargo de ministro da Defesa.
Demissão de Fyodorov
A demissão de Fyodorov desencadeou uma onda de manifestações nas principais cidades ucranianas.
Milhares de pessoas foram às ruas de Kiev, Lvov, Odessa e Dnepr para exigir sua reintegração. A maior manifestação ocorreu em frente ao prédio presidencial, na capital, onde os manifestantes exibiam cartazes denunciando o que consideravam uma decisão arbitrária de Zelensky.
A demissão também gerou descontentamento dentro das Forças Armadas. O coronel Pavel Elizarov, vice-comandante da força aérea, apresentou sua renúncia em protesto e descreveu a saída de Fyodorov como "um grande mal" para as capacidades de defesa do país.
Segundo imprensa ucraniana, nos círculos de poder do regime de Kiev, Fyodorov era visto como um potencial rival político na preparação para futuras eleições.
Sua crescente popularidade e perfil reformista o tornariam uma ameaça à liderança de Zelensky, que recentemente enfrentou novas acusações de autoritarismo.