O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, alertou na quarta-feira (22) que a ofensiva militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã pode ter se voltado contra eles.
O ministro observou que, antes do ataque, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não tinha "nenhuma objeção" ao status do programa nuclear iraniano e "confirmou consistentemente" que não havia indícios de que ele estivesse sendo desviado para fins militares.
Segundo Lavrov, a agressão alterou o clima político interno em Teerã.
"Agora, após a agressão contra o Irã ter sido desencadeada, não tenho dúvidas de que surgiram círculos políticos que defenderão a posição de que 'renunciamos ao componente militar do nosso programa nuclear e, mesmo assim, eles nos atacam, querem nos destruir, mudar o regime', e muito mais", afirmou.
Para o chanceler russo, essa percepção pode alimentar vozes dentro da República Islâmica que defendem o desenvolvimento de uma capacidade nuclear militar, precisamente o que Washington e seus aliados afirmam querer impedir.