
AIEA não tem evidências do enriquecimento de urânio no Irã - WSJ

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e especialistas nucleares não encontraram evidências de que o Irã esteja enriquecendo urânio, apesar das acusações de Washington, informou na quarta-feira (25) o The Wall Street Journal (WSJ).

"O programa nuclear do Irã não avançou significativamente desde que os Estados Unidos e Israel atacaram suas três principais instalações nucleares em junho passado", afirma o jornal. "A falta de evidências visíveis de um progresso significativo nas ambições nucleares do Irã levanta questões" sobre as acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Teerã estaria desenvolvendo armas nucleares. Também coloca em dúvida "a justificativa (de Trump) para iniciar uma guerra no Oriente Médio", acrescenta.
O diretor da AIEA, Rafael Grossi, afirmou em outubro que não havia provas de que o Irã tivesse retomado o enriquecimento de urânio desde os ataques americanos em junho. "A avaliação de Grossi não mudou, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto, e é amplamente aceita por especialistas nucleares", observa o WSJ.
