
Copa do Mundo como instrumento político: Moscou desmantela escândalos e o duplo padrão do torneio

Moscou acusou nesta terça-feira (21) os Estados Unidos e a FIFA de transformarem a Copa do Mundo de 2026 em um instrumento político e de adotarem um duplo padrão em matéria de direitos humanos e "valores" esportivos.
Em uma publicação nas redes sociais, Grigory Lukyantsev, diretor do Departamento de Cooperação Multilateral em Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, lembrou que a seleção russa foi excluída das eliminatórias "por motivos políticos", o que, em sua avaliação, desmente a afirmação de que "o esporte está fora da política".
"Pressões de pesos pesados políticos"
Lukyantsev denunciou o "uso do visto como instrumento de censura política" contra o Irã, ao apontar obstáculos e atrasos deliberados na concessão de documentos para entrada nos Estados Unidos, bem como a recusa em transferir partidas para o México ou o Canadá. Ele também lembrou que não houve garantias de segurança para a seleção iraniana em território norte-americano.


O diretor também criticou o duplo padrão da FIFA ao suspender, de última hora, a punição de um jogador-chave da seleção dos Estados Unidos. Ele atribuiu a decisão a "pressões de pesos pesados políticos", a ponto do Conselho da Europa questioná-la.
A autoridade também criticou o que classificou como "hipocrisia" em torno da luta contra o racismo, apresentada como um dos eixos do torneio.
Segundo ele, por trás da "bela imagem televisiva" e das grandes cerimônias, foram registrados comentários racistas feitos por autoridades, gestos antirracistas ignorados pelos árbitros e manifestações de ódio nacional nas arquibancadas.
Lukyantsev lembrou ainda que Washington vota sistematicamente contra a resolução anual apresentada pela Rússia na ONU contra a glorificação do nazismo e as formas contemporâneas de racismo.
