
UEFA critica FIFA pela decisão 'sem precedentes' de anular cartão vermelho para jogador dos EUA

Na segunda-feira (6) a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) criticou a decisão da FIFA de permitir que o atacante americano Folarin Balogun jogasse nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica, apesar de sua expulsão na fase anterior.
Em comunicado, a organização presidida por Aleksander Ceferin afirmou que a medida "cruzou uma linha vermelha" ao suspender por um ano a implantação da punição automática por cartão vermelho.

A entidade que rege o futebol europeu afirmou que a suspensão mínima de um jogo após um cartão vermelho "não é uma opção discricionária", mas sim um princípio consagrado no regulamento que não admite exceções, especialmente durante o torneio e quando outros jogadores já cumpriram suspensões idênticas.
Além disso, alertou que, se as regras não forem aplicadas de forma consistente pelos responsáveis por sua aplicação, "a integridade do jogo" ficará comprometida e "a credibilidade da competição será prejudicada".
A decisão cria um precedente para o restante da Copa do Mundo, adverte a organização, pois obrigaria que casos semelhantes fossem tratados da mesma forma. A UEFA descreveu a decisão como uma medida "sem precedentes, incompreensível e injustificável", argumentando que a Copa do Mundo tem implicações para o futebol como um todo e deve ser regida pelas mesmas regras de todas as outras competições.
Suposta ligação de Trump
A decisão da FIFA alimentou especulações sobre uma possível intervenção do presidente dos Estados Unidos. Diversos veículos de imprensa noticiaram que ele teria solicitado a Gianni Infantino, presidente da FIFA, a revisão da punição, embora a organização não tenha se pronunciado sobre o assunto.
Logo após o anúncio, Trump elogiou a decisão em favor do atacante americano em sua conta no Truth Social: "Obrigado à FIFA por fazer a coisa certa e corrigir uma grande injustiça!"
Além disso, fontes citadas pelo Politico afirmaram que o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, participou de negociações nos bastidores com a FIFA para garantir a suspensão da punição imposta ao atacante. Segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto, Lutnick desenvolveu laços estreitos com a cúpula da entidade máxima do futebol mundial.
Por sua vez, a Federação de Futebol dos EUA aceitou a decisão do Comitê Disciplinar e expressou satisfação com o fato de Balogun poder jogar nesta segunda-feira (6) contra a Bélgica, pelas oitavas de final.

