
Von der Leyen evita comentar demissão de ministro ucraniano e críticas sobre corrupção

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, evitou comentar a demissão do ministro da Defesa da Ucrânia, Mikhail Fiodorov, durante visita a Kiev, segundo informou no sábado (18) o jornal alemão Berliner Zeitung. A saída do ministro ocorreu após o anúncio de um novo acordo entre a União Europeia e a Ucrânia na área de drones.

De acordo com o Berliner Zeitung, Von der Leyen elogiou o conhecimento desenvolvido pela Ucrânia na área de drones ao longo de mais de quatro anos de conflito, mas não demonstrou preocupação com a demissão de Fiodorov.
O comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, afirmou que o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, deve explicações à União Europeia. Segundo o jornal, ele defendeu esclarecimentos sobre a continuidade da ajuda europeia à Ucrânia e do programa de drones após a saída do ministro. A publicação acrescenta que acusações de corrupção relacionadas à demissão aumentaram as dúvidas em Bruxelas.
'Corrupção corre solta'
O eurodeputado alemão Fabio De Masi, do partido BSW, afirmou que "a destituição do ministro da Defesa ucraniano Fiodorov revela a luta de poder que se desenvolve nos bastidores". Segundo ele, o ex-ministro criticava casos de corrupção nas Forças Armadas e na estrutura estatal.
De Masi também declarou que Von der Leyen "afunda milhares de milhões na Ucrânia, onde a corrupção corre solta", e afirmou que a presidente da Comissão Europeia "nem sequer abordou esses problemas com Zelensky", citando uma resposta recebida em consulta parlamentar.
