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Ativista que participou da flotilha humanitária de Gaza processa guardas israelenses por estupro

A jovem alemã diz que Israel quer traumatizar e silenciar ativistas, com o objetivo de os afastar da defesa da causa palestina.
Ativista que participou da flotilha humanitária de Gaza processa guardas israelenses por estuproAP / Leo Correa

Anna Liedtke, uma ativista alemã que participou no ano passado de uma flotilha tentando levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, apresentou uma queixa-crime em Israel alegando ter sido estuprada durante sua detenção naquele país, conforme informou o jornal britânico The Guardian na quarta-feira (15).

A embarcação em que a mulher de 25 anos viajava foi interceptada em 8 de outubro em águas internacionais pelas forças israelenses. A tripulação foi detida por cinco dias antes de ser deportada.

Liedtke relatou que, enquanto estava na prisão de Givon, guardas femininas tiraram suas roupas, a apalparam, taparam sua boca e a obrigaram a se ajoelhar. Depois, uma delas inseriu os dedos em sua vagina e, em seguida, em seu ânus. Ela também disse ter ouvido guardas homens rindo durante a agressão.

Após tornar pública sua denúncia em dezembro, a jovem afirmou que outras mulheres que estavam no barco entraram em contato com ela, confirmando que também sofreram abusos.

Segundo Liedtke, os abusos e a violência direcionados às participantes da flotilha em prisões israelenses tinham o objetivo de intimidá-las. "É evidente que querem quebrar nossa resistência e nos silenciar, tornando isso tão traumático que nunca mais falaremos sobre a Palestina", declarou.