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Austrália investiga denúncias de agressão sexual contra ativistas pelas forças israelenses

As vítimas eram australianos da flotilha Global Sumud, que buscavam entregar ajuda humanitária para Gaza.
Austrália investiga denúncias de agressão sexual contra ativistas pelas forças israelensesGettyimages.ru / Burak Kara

A Polícia Federal Australiana (AFP) iniciou investigações sobre as alegações de que forças israelenses estupraram, torturaram e agrediram ativistas detidas durante a operação contra uma flotilha de ajuda humanitária com destino a Gaza em maio.

Após quatro mulheres da flotilha Global Sumud se reunirem com a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, a ministra da Cultura e Assuntos Diversos, Anne Aly, e altos funcionários da polícia em Canberra, na segunda-feira (15), elas receberam uma garantia das autoridades presentes que os crimes seriam investigados.

Uma das ativistas, Juliet Lamont, disse que as autoridades, sobretudo a ministra Wong, estão mostrando respeito e empatia às vítimas. A AFP afirmou que está lidando com o caso utilizando uma "abordagem centrada na vítima e sensível ao trauma".

Israel rejeitou as alegações. Sua embaixada na Austrália afirmou que não havia "nenhuma evidência crível" para sustentar as alegações, descreveu os ativistas como "provocadores profissionais" e disse que as acusações "já haviam sido comprovadas como falsas".

Outros países, como a Alemanha e Itália, iniciaram suas próprias investigações a respeito do incidente. A França, por sua vez, proibiu a entrada do ministro das Relações Exteriores de Israel, Itamar Ben-Gvir, que aparece num vídeo debochando dos ativistas detidos.