Os Estados Unidos precisarão de pelo menos quatro anos para recompor seus arsenais após as operações militares contra o Irã, informou o jornal The Hill em publicação na quarta-feira (15). Segundo analistas militares ouvidos pelo veículo, esse prazo depende da aprovação de novos recursos pelo Congresso.
De acordo com a publicação, uma retomada da guerra com o Irã atrasaria ainda mais a reposição dos estoques de armamentos.
Nesse cenário, o Pentágono pressiona o Congresso para aprovar um pacote adicional de financiamento destinado à reposição de munições. O pedido se soma à proposta orçamentária recorde de US$ 1,5 trilhão (aproximadamente R$ 7,68 trilhões) para o ano fiscal de 2027.
O jornal destacou ainda que, até o fim de abril, os EUA já haviam utilizado cerca de 50% de suas reservas de mísseis Patriot, mais da metade dos sistemas THAAD, empregados contra mísseis de curto, médio e intermediário alcance, e mais de 45% dos estoques de mísseis Precision Strike.
Os números são baseados em uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
- Os Estados Unidos e o Irã trocam ataques militares há vários dias, em meio a uma escalada que incluiu bombardeios americanos contra o território iraniano e represálias de Teerã contra bases de Washington na região. O Comando Central dos Estados Unidos também anunciou a retomada do bloqueio naval de portos iranianos.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que os ataques continuarão até degradar as capacidades militares iranianas e ameaçou atacar usinas elétricas, pontes e instalações do setor energético caso a República Islâmica não aceite negociar.
- Teerã afirma que responde ao que classifica como violações do memorando de entendimento por parte dos Estados Unidos. A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que "nem uma única gota de petróleo ou gás" será exportada da região enquanto continuarem as agressões americanas. O Exército iraniano afirma já ter executado várias fases de operações de represália contra instalações de Washington.