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EUA revelam custo da campanha militar contra o Irã; especialistas contestam cifra

Enquanto o comunicado de Russel Vought é tímido nos detalhes, estimativas independentes apontam valores muito mais elevados.
EUA revelam custo da campanha militar contra o Irã; especialistas contestam cifraGettyimages.ru / Stas Bejsov

Os Estados Unidos gastaram US$ 30 bilhões (cerca de R$ 155 bilhões) na operação contra o Irã, afirmou o diretor do Escritório de Administração e Orçamento (OMB), Russell Vought, ao Comitê de Orçamento da Câmara dos Representantes, na terça-feira (30).

Vought, porém, não esclareceu detalhes sobre os gastos suplementares nos EUA.

"Estou apenas relatando o que ouvi do Departamento de Guerra e a análise que eles nos forneceram", enfatizou. 

A estimativa de custos do OMB excede em US$ 1 bilhão o valor declarado em 12 de maio no depoimento de Jules W. Hurst III, diretor financeiro do Pentágono, e excede em US$ 5 bilhões a estimativa feita pelo Pentágono em 29 de abril, de acordo com o veículo de comunicação das Forças Aéreas e Espaciais. 

Além disso, o levantamento comunicado por Vought representa menos da metade dos US$ 67,1 bilhões em financiamento para a defesa que o OMB solicitou ao Congresso na semana passada, em uma petição que totalizou US$ 87,6 bilhões.

Cálculos discrepantes

O site Iran War Cost Tracker relata que os gastos dos EUA na guerra já ultrapassaram US$ 113 bilhões (cerca de R$ 585 bilhões). O custo total para os consumidores desde o início do conflito chega a US$ 21 bilhões, segundo o site.

Em termos de custo humano, 13 membros das forças armadas dos EUA foram oficialmente declarados mortos e 346 ficaram feridos. Enquanto isso, o lado iraniano perdeu mais de 5 mil soldados, incluindo oficiais de alta patente, e mais de 1.500 civis, além de mais de 21 mil feridos.

Segundo estimativas preliminares do think tank americano CSIS, o bombardeio do Irã e as tentativas de conter sua resposta militar no Oriente Médio custaram ao Departamento de Defesa dos EUA aproximadamente US$ 40 bilhões. Esse valor inclui o custo de munições, equipamentos destruídos e danos a bases militares na região.

No entanto, não inclui as despesas operacionais, que já estavam previstas no orçamento do Pentágono para o ano fiscal de 2026, ultrapassando US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,1 trilhões).