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Irã ataca base que abriga caças F-18 dos EUA

"Essas operações continuarão até que a vitória final seja alcançada", enfatiza o comunicado.
Irã ataca base que abriga caças F-18 dos EUAGettyimages.ru / Fatemeh Bahrami/Anadolu

O exército iraniano anunciou nesta terça-feira (14) que lançou ataques com drones contra alvos militares dos Estados Unidos na base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, como parte da sétima fase de sua operação retaliatória contra instalações norte-americanas na região, informou a agência de notícias Tasnim.

Os alvos incluíam hangares de caças F-18, edifícios residenciais e depósitos de equipamentos militares.

Em comunicado, o Exército iraniano afirmou que consolidará "a grande lição e mensagem estratégica do líder mártir da revolução para o inimigo: que a era do 'ataque e fuga' acabou". Também advertiu que "qualquer ação contra a terra, a água e o ar deste país histórico não ficará sem resposta e não terá um custo proporcional".

Desde o início do que Teerã chamou de "ruptura do cessar-fogo pelos Estados Unidos" e dos ataques em território iraniano, os militares afirmam ter realizado sete ataques com drones contra bases americanas na região.

"Essas operações continuarão até que a vitória final seja alcançada", enfatiza o comunicado.

  • Donald Trump continua suas ameaças contra o Irã. Ontem, ele afirmou que Washington não "tolerará" a mudança de postura de Teerã e que os ataques continuarão.
  • O Irã, por sua vez, reconhece que o acordo com os EUA entrou em "uma fase crítica" e insiste que seu arsenal permanece forte, prometendo que não permitirá que Washington interfira na gestão do Estreito de Ormuz. Além disso, enfatiza que, diante dessa nova escalada, Teerã não está atacando, mas sim exercendo seu direito à autodefesa.
  • Em meio à troca de acusações, Teerã acusou Washington de violar o memorando de entendimento assinado há quase um mês, ao mesmo tempo em que reafirmou seu direito de "tomar as medidas necessárias para proteger sua segurança e seus interesses nacionais" no Estreito de Ormuz.
  • A "impaciência" dos EUA em "quebrar o acordo" foi tamanha que nem sequer deixaram expirar o prazo de um mês para que o Irã cumprisse seus compromissos naquela rota marítima, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país persa, Esmail Baghaei.