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Escalada no Oriente Médio faz petróleo disparar novamente

O petróleo Brent ultrapassou os US$ 86 por barril.
Escalada no Oriente Médio faz petróleo disparar novamenteGettyimages.ru / sefa ozel

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (15), após os Estados Unidos e o Irã intensificarem a troca de tiros, ameaçando a navegação no Estreito de Ormuz.

O barril do tipo Brent ultrapassou os US$ 86.

Na segunda-feira (13), os analistas, citados pela CNBC, afirmaram que os planos do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor uma tarifa de 20% sobre a carga que atravessa o Estreito de Ormuz coloca em risco o excedente global de petróleo, já que uma nova interrupção no trânsito poderia levar à escassez de oferta.

Andy Lipow afirmou que "esses excedentes certamente estão em risco, especialmente se o estreito for completamente fechado", enquanto o Citi argumentou que a medida poderia aumentar o risco de escalada militar.

Nova escalada 

  • Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
  • De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
  • Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
  • O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.