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Chanceler iraniano dá resposta categórica após bombardeios dos EUA

"Abandonem nossa região se quiserem estar seguros", advertiu o diplomata.
Chanceler iraniano dá resposta categórica após bombardeios dos EUALegion-media.ru

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou nesta quarta-feira (10) que nenhum ataque dos EUA ficará sem resposta, após forças americanas bombardearem território iraniano em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache.

"Apesar de suas derrotas no campo de batalha, os EUA decidiram testar nossa determinação. Nossas poderosas Forças Armadas não deixarão nenhum ataque nem ameaça sem resposta", escreveu o alto funcionário em sua conta no X.

Na mesma linha, Araghchi instou os americanos a abandonarem a região "se quiserem estar seguros" e afirmou que "a história do Golfo Pérsico está repleta de capítulos sobre os destinos funestos dos intrusos estrangeiros".

Anteriormente, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou o início de "ataques em legítima defesa" contra o Irã por ordem do presidente Donald Trump, em uma ação que Washington classificou como "uma resposta proporcional à agressão injustificada iraniana".

Promessas de fogo

Trump havia prometido que Washington responderia à derrubada da aeronave militar. Diante disso, as Forças Armadas iranianas anunciaram que estavam "em plena prontidão" para reagir a uma eventual ofensiva americana.

" Nossas Forças Armadas estão em plena prontidão e preparadas para agir. Qualquer movimento do inimigo, em qualquer circunstância, receberá uma resposta adequada, contundente e decisiva", declarou o parlamentar Hassan Ali Akhlaghi-Amiria.

Em tom semelhante, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) afirmou, antes do início dos ataques, que responderia de forma contundente a qualquer ação militar dos EUA.

  • Em meio ao conflito desencadeado por Washington e Tel Aviv contra o Irã, a 5ª Frota dos EUA mantém um bloqueio naval no mar Arábico e intensifica a vigilância marítima, alegando proteger as rotas comerciais do Oriente Médio.

  • A tensão na região continua elevada, com o Irã mantendo o bloqueio do Estreito de Ormuz em resposta à ofensiva americano-israelense do fim de fevereiro e com ataques mútuos que atingem tanto alvos militares quanto navios comerciais que transitam pela rota estratégica.