Nesta quarta-feira (15), o governo iraniano informou que mais de 30 civis morreram em ataques militares dos EUA ao sul do país nos últimos dias.
"Nos ataques dos últimos dias contra o sul do país, mais de 30 civis foram mortos", afirma o comunicado, divulgado pouco depois de o Exército iraniano relatar a morte de sete soldados e prometer resposta ao ataque "terrorista" dos EUA.
Segundo o Ministério da Saúde do Irã o número de feridos já passa de 260.
Os mísseis americanos atingiram, na madrugada desta quarta, alojamentos e instalações de um quartel das Forças Terrestres do Exército iraniano em Bampur, matando sete militares.
"O inimigo agressor, no auge da maldade, atacou os alojamentos, a casa de hóspedes e os postos de guarda do quartel [...]; contudo, apesar da escala do ataque e da intensidade do impacto, [...] um número maior de vítimas foi evitado", diz a nota.
As Forças Armadas condenaram o ataque e alertaram que "a vingança pelo sangue dos mártires deste crime é certa e iminente", prometendo "uma resposta contundente a esta ação do inimigo".
- Os Estados Unidos e o Irã têm trocado ataques militares há vários dias, em meio a uma escalada que inclui ataques aéreos americanos contra território iraniano e ataques retaliatórios de Teerã contra bases americanas na região. O Comando Central dos EUA também anunciou a retomada do bloqueio naval contra portos iranianos.
- Os militares condenaram o ataque, alertando que "a vingança pelo sangue dos mártires deste crime é certa e iminente" e que darão "uma resposta contundente a esta ação do inimigo".
- Os Estados Unidos e o Irã têm trocado ataques militares há vários dias, em meio a uma escalada que inclui ataques aéreos americanos contra território iraniano e ataques de Teerã a bases americanas na região. O Comando Central dos EUA também anunciou a retomada do bloqueio naval contra portos iranianos. O presidente Donald Trump alertou que os ataques continuarão até que as capacidades militares do Irã sejam degradadas e ameaçou atingir usinas de energia, pontes e instalações energéticas caso o Irã não concorde em negociar. O presidente não descartou uma operação terrestre contra a ilha de Kharg, rica em petróleo.
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- Por sua vez, Teerã afirma estar respondendo ao que chama de violações do memorando de entendimento por parte dos Estados Unidos. A Guarda Revolucionária advertiu quenão exportará "uma única gota de petróleo ou gás" da região enquanto a agressão dos EUA continuar. Os militares iranianos afirmam já ter realizado diversas fases de operações retaliatórias contra instalações americanas.