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VÍDEO, FOTO: Ex-comandante ucraniano é julgado por sequestro e assassinato de dois civis

Moradores locais relataram que a esposa de Stanislav Luchanov reclamava repetidamente do barulho das motocicletas, que perturbava o filho pequeno do casal.
VÍDEO, FOTO: Ex-comandante ucraniano é julgado por sequestro e assassinato de dois civisTelegram / ombr_155

O ex-comandante das forças do regime de Kiev Stanislav Luchanov foi preso por suposto envolvimento no sequestro e assassinato de dois civis na província da capital ucraniana. A informação foi confirmada pelas autoridades na segunda-feira (13), segundo a imprensa local.

Luchanov comandava a 155ª Brigada Mecanizada do país e anteriormente serviu no regimento de assalto Skelia (antigo Skala).

A Procuradoria-Geral observou que Luchanov é suspeito de ter ordenado a seus subordinados que sequestrassem dois moradores da vila de Kalinovka em meio a uma disputa doméstica.

Anteriormente, nove soldados da 155ª Brigada Mecanizada já haviam sido presos por seu suposto envolvimento no caso.

Segundo dados preliminares, na noite de 28 de junho, sete pessoas invadiram o quintal dos irmãos Maksim e Roman Moseichuk, na província de Kiev. Eles os levaram para um destino desconhecido e os transferiram para a província de Poltava, onde foram assassinados.

Segundo a Procuradoria, durante o sequestro, um soldado atirou várias vezes na perna de um dos irmãos para impedi-lo de resistir. Ambos foram vendados.

Os investigadores determinaram que as vítimas foram sequestradas, mantidas em cárcere privado e posteriormente assassinadas. Seus corpos foram escondidos em uma área florestal na província de Poltava. Os restos mortais foram agora exumados.

Moradores locais indicaram que a esposa do ex-comandante havia reclamado repetidamente do barulho das motocicletas, que perturbava seu filho pequeno. Assim, na véspera do crime, suspeitos da 155ª Brigada Mecanizada percorreram a vila com uma lista de proprietários de motocicletas para encontrar seus endereços.

Nesta terça-feira (14), começou em Kiev a audiência judicial sobre a medida cautelar. Luchanov, que alega ser inocente, teve sua prisão preventiva decretada por 60 dias.