O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou nesta segunda-feira (13) o novo pacote de sanções anunciado pelos Departamentos de Estado e do Tesouro dos EUA como mais uma expressão da "guerra" econômica travada por Washington contra o povo cubano.
"Outra semana, uma nova lista de 'sanções' contra Cuba. Essa é a guerra dos EUA e sua obsessão em estrangular nossa economia. Eles reforçam a agressão em busca de causar ainda mais danos ao povo. Estamos diante de um plano de caráter genocida, denunciado na ONU há menos de uma semana", escreveu o presidente em suas redes sociais.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que a mais recente medida de Washington contra a ilha "é uma demonstração inequívoca do propósito criminoso e genocida com que os governantes americanos insistem em punir toda a população do país". Por sua vez, o vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío classificou as novas sanções como "uma guerra aberta contra todo o povo" cubano, que busca deliberadamente causar "o maior dano possível".
Segundo o comunicado divulgado pelas autoridades americanas, a mais recente rodada de medidas coercitivas está prevista na Ordem Executiva 14404, assinada pelo presidente Donald Trump no dia 1 de maio. Ela tem como objetivo restringir ainda mais "as fontes de financiamento" do Estado cubano.
O decreto serviu de base para impor sanções a outras cinco entidades, três delas vinculadas ao Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), bem como à União Cuba Petróleo (CUPET), ao presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, a sua esposa, Lis Cuesta Peraza, e a familiares diretos do ex-presidente Raúl Castro.
Ameaça dos EUA contra Cuba
- No dia 29 de janeiro de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país e da região.
- Além disso, anunciou a imposição de tarifas aos países que venderem petróleo à nação caribenha, medida acompanhada de ameaças de represálias contra aqueles que descumprirem a ordem executiva da Casa Branca.
- No dia 7 de julho, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, comparou o cerco energético a um bloqueio naval e, por isso, classificou a medida como "um ato de guerra". "O acesso de Cuba ao fornecimento de combustível, tanto de caráter comercial quanto humanitário, está sendo impedido por meio de ameaças diretas, medidas coercitivas unilaterais e até mesmo pelo assédio ou intimidação de navios-tanque por meios navais e militares dos EUA", afirmou.