'Castigo coletivo ao povo cubano': Cuba atribui novo apagão ao cerco energético dos EUA

Os Estados Unidos aposta nesse cenário para "destruir a Revolução Cubana", declarou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou neste sábado (11) que o novo apagão registrado no país é "uma consequência direta do cerco energético" e do endurecimento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

Segundo o chanceler, "a nova desconexão do Sistema Elétrico Nacional é uma consequência direta do cerco energético e do recrudescimento extremo do bloqueio dos EUA contra Cuba". A declaração foi publicada em sua conta na rede social X.

Rodríguez classificou as medidas adotadas por Washington como um "castigo coletivo ao povo cubano" e afirmou que o governo dos Estados Unidos aposta nesse cenário para "destruir a Revolução Cubana".

O ministro acrescentou que as autoridades do país, em conjunto com os trabalhadores do setor elétrico, continuarão atuando de forma permanente para restabelecer o Sistema Elétrico Nacional (SEN) e promover sua recuperação gradual.

Na tarde de sexta-feira (10), o sistema elétrico cubano sofreu uma desconexão total, provocando um apagão em grande parte da ilha. Este é o terceiro incidente desse tipo registrado nas últimas duas semanas.

No último dia 6 de julho, as autoridades cubanas informaram um apagão generalizado e anunciaram a abertura de uma investigação para apurar as causas da falha. Três dias antes, uma pane na subestação Victoria de Girón, localizada nos arredores de Havana, deixou amplas áreas do território cubano sem fornecimento de energia elétrica.

Cerco energético

O cerco energético imposto pelos EUA a Cuba, como parte do endurecimento do bloqueio que pesa sobre o país caribenho há mais de seis décadas, é apontado como a causa dos recorrentes apagões, que se agravaram desde 29 de janeiro. No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump,assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, o país caribenho representaria para a segurança dos EUA e da região.

Na ocasião, Trump também anunciou a imposição de tarifas aos países que venderem petróleo à maior das Antilhas, além de ameaçar com represálias aqueles que descumprirem a ordem executiva da Casa Branca.

Além disso, em junho de 2026, Washington anunciou sanções contra a Unión Cuba-Petróleo (CUPET), responsável pelas operações de petróleo e gás na ilha caribenha.