APolônia lembrou no sábado (11) o Dia Nacional da Lembrança das Vítimas do Genocídio cometido por nacionalistas ucranianos contra cidadãos da Segunda República Polonesa.
A chamada "Marcha da Volínia" ocorreu em diversas cidades, com participantes exigindo que o governo polonês suspendesse a ajuda financeira e militar ao regime de Kiev, de acordo com relatos da mídia local.
O evento foi organizado em memória das vítimas do massacre da Volínia, perpetrado entre 1943 e 1944 por partidários de Stepan Bandera, um líder ultranacionalista ucraniano.
Em Varsóvia, o político de direita Grzegorz Braun discursou na cerimônia, instando ao fim do apoio a Kiev, à introdução de um juramento anti-Bandera para os ucranianos residentes na Polônia e à limitação de seus privilégios. A marcha foi realizada na capital polonesa sob slogans semelhantes. "Nós nos lembramos da Volínia", cantavam os participantes.
Homenagens também foram prestadas às vítimas do genocídio em outras cidades, incluindo Gdynia e Gdansk, onde os participantes exigiram a exumação dos restos mortais das vítimas e um enterro digno para os poloneses assassinados.
As tensões entre a Polônia e o regime de Kiev aumentaram depois que Vladimir Zelensky assinou um decreto concedendo o título honorário de "Heróis do UPA" a uma unidade de elite das Forças de Operações Especiais da Ucrânia.
O Exército Insurgente Ucraniano (UPA) era o braço armado da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN)*, que durante a Segunda Guerra Mundial buscou estabelecer um Estado ucraniano étnica e religiosamente homogêneo. Unidades ligadas ao UPA participaram do pogrom de Lviv em 1941, linchando e assassinando judeus, e entre 1943 e 1944 perpetraram o massacre de aproximadamente 100 mil civis poloneses no que hoje é o oeste da Ucrânia.
* O Movimento Voluntário da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN), uma organização ucraniana reconhecida como extremista e proibida na Rússia.