
Países bálticos se oferecem para abrigar tropas dos EUA após saída da Alemanha

Letônia e Lituânia afirmaram estar prontas para receber mais soldados americanos em seus territórios depois que o governo do presidente Donald Trump anunciou a retirada de milhares de tropas dos Estados Unidos estacionadas na Alemanha.
Em entrevista à Bloomberg TV nesta segunda-feira (11), as chancelarias dos dois países bálticos defenderam a ampliação da presença militar americana na região, diante do temor de um enfraquecimento da coesão da OTAN.

"Temos mantido uma série de conversas com nossos aliados americanos, e eles também nos consideram um aliado exemplar", disse a ministra das Relações Exteriores da Letônia, Baiba Braze. "Portanto, receberíamos essa mudança com muito bons olhos."
O chanceler da Lituânia, Kęstutis Budrys, afirmou que Vilnius acolhe as tropas dos EUA "onde quer que estejam" no continente europeu, mas ressaltou que, quanto mais perto da Rússia essas forças estiverem, mais eficaz será seu papel de dissuasão.
- Washington anunciou neste mês a intenção de reduzir em mais de 5 mil soldados sua presença militar na Alemanha, o que acirrou preocupações sobre uma crescente fissura interna na OTAN.
- Tanto Letônia quanto Lituânia são membros da Otan e da UE e figuram entre os mais ferrenhos apoiadores dos EUA no continente. Os dois países elevaram seus gastos com defesa para o equivalente a 5% do PIB.
