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Vários países da OTAN rejeitam contribuir para novo pacote de ajuda militar à Ucrânia

Presidente da Eslováquia afirma que Bratislava não está isolada na aliança ao recusar a medida e alerta contra a dependência da indústria bélica.
Vários países da OTAN rejeitam contribuir para novo pacote de ajuda militar à UcrâniaMykhaylo Palinchak / Gettyimages.ru

A Eslováquia e outros países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não vão contribuir para o novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, estimado em 70 bilhões de euros (cerca de R$ 445 bilhões).

A declaração foi feita pelo presidente eslovaco, Peter Pellegrini, em entrevista ao programa Na Política, da emissora TA3, no sábado (11), ao comentar os resultados da cúpula da aliança realizada na Turquia e a posição de seu país sobre os gastos com defesa.

Segundo Pellegrini, a Eslováquia não está isolada dentro da OTAN ao adotar essa postura. "A Eslováquia não esteve sozinha nessa posição. Mantemos nosso entendimento de que não forneceremos armas nem contribuiremos financeiramente para o rearmamento da Ucrânia", afirmou.

O presidente acrescentou que a prioridade do governo é fortalecer a própria capacidade de defesa do país, e não atender às expectativas de "alguém do outro lado do oceano". De acordo com ele, Hungria, República Tcheca e outros países também adotaram posição semelhante.

Economia e diplomacia no centro das críticas

Pellegrini também classificou como pouco realista a meta de elevar os gastos militares para 5% do Produto Interno Bruto (PIB), proposta discutida em alguns fóruns da aliança.hung

Ele destacou que a Eslováquia já destina pouco mais de 2% do PIB à defesa, mas alertou para os riscos de uma dependência excessiva da indústria de armamentos, mesmo após o país ter exportado mais de 3,5 bilhões de euros (cerca de R$ 22,3 bilhões) em equipamentos militares no ano passado.

"Não estou convencido nem quero que a economia eslovaca seja baseada apenas na indústria armamentista no futuro", declarou. "Acredito firmemente que a guerra além de nossas fronteiras terminará um dia e que voltaremos a investir de forma significativa em educação e em tecnologias modernas", acrescentou.

O presidente eslovaco também criticou o foco da cúpula da OTAN no envio de armas e sistemas de defesa, afirmando que as iniciativas diplomáticas ficaram em segundo plano. Para Pellegrini, não existe uma solução exclusivamente militar para o conflito.

"Não há uma solução puramente militar para este conflito", disse o presidente, lamentando a ausência de esforços concretos para levar as duas partes à mesa de negociações.