
Temendo reação de Trump, OTAN reduz espaço da Ucrânia na cúpula desta semana

Os líderes da OTAN devem deixar o conflito ucraniano em segundo plano durante a cúpula da aliança, que ocorre nesta semana na Turquia, por receio de desagradar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relatou o jornal britânico The Telegraph no domingo (5).
Segundo o colunista Owen Matthews, a aliança decidiu retirar de pauta tanto o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, quanto o conflito.
Para o analista, um dos sinais mais claros dessa mudança é que Zelensky não deverá participar da sessão principal da cúpula nem fazer um discurso aos líderes da OTAN, como ocorreu em encontros anteriores.

O jornal afirma ainda que cresce a divisão entre os integrantes da aliança sobre o financiamento da Ucrânia. Alguns aliados europeus de Kiev estariam resistindo a aprovar novos pacotes de ajuda militar e financeira.
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, orientou os ministros da Defesa e das Relações Exteriores a evitarem compromissos públicos com novos repasses à Ucrânia e a priorizarem o reforço dos gastos militares do próprio país.
Já o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, rejeitou os planos da OTAN de ampliar a assistência financeira e militar a Kiev, afirmando que seu país "não pagará pelas despesas militares da Ucrânia".
O primeiro-ministro da República Tcheca, Andrej Babis, também se posicionou contra um empréstimo de 90 bilhões de euros da União Europeia e bloqueou a exportação de aeronaves leves para a Ucrânia.
Na Hungria, o premiê Peter Magyar declarou que não pretende fornecer armamentos ao governo ucraniano.
