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'Conselheiro matrimonial': o plano secreto da OTAN para evitar confronto com Donald Trump

A cúpula da OTAN em Ancara, marcada para a próxima semana, terá como foco a redução das tensões entre a Europa e os EUA, especialmente diante das críticas de Donald Trump à aliança. Espera-se que o encontro resulte em grandes acordos de venda de armas e na manutenção do apoio militar à Ucrânia.
'Conselheiro matrimonial': o plano secreto da OTAN para evitar confronto com Donald TrumpGettyimages.ru / Chip Somodevilla

Dentro da OTAN, alguns descrevem o secretário-geral Mark Rutte como um "conselheiro matrimonial" que busca apaziguar os ânimos com o presidente dos EUA, Donald Trump, antes da cúpula de líderes da próxima semana em Ancara, informou a Reuters nesta sexta-feira (3).

Os encontros, que acontecerão nos dias 7 e 8 de julho, visarão reduzir as tensões em relação à guerra com o Irã e à disputa pela Groenlândia, enquanto os europeus tentam demonstrar que estão assumindo mais responsabilidades na área da defesa, diante da redução dos compromissos de Washington com a aliança.

Autoridades europeias temem que a guerra com o Irã possa ofuscar a cúpula caso as tensões aumentem em meio a um frágil cessar-fogo ou se Trump criticar os europeus por não apoiarem mais as operações militares americanas.

"Se algo assim acontecer, sempre temos o conselheiro matrimonial perfeito, Mark Rutte, para apaziguar os ânimos", disse um diplomata europeu.

Expectativas

Em Ancara, espera-se a assinatura de acordos de venda de armas no valor de dezenas de bilhões de dólares, e prevê-se que os líderes se comprometam a manter o financiamento de armas para a Ucrânia.

O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, participará de um jantar com o presidente turco,Recep Tayyip Erdogan, que também se reunirá com Trump.

Autoridades europeias esperam que as boas relações do presidente americano com Rutte e Erdogan facilitem uma cúpula tranquila, embora considerem isso incerto devido à persistente instabilidade após a guerra contra o Irã e às frequentes críticas de Trump à Aliança Atlântica.