A entidade iraniana responsável pela gestão das rotas marítimas do Golfo Pérsico afirmou neste domingo (12) que a passagem pelo Estreito de Ormuz "não é possível neste momento", contrariando as declarações do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que havia garantido que a navegação na área permanece aberta a todas as embarcações, segundo reportagem da Tasnim.
"Devido às recentes atividades ilegais das forças militares americanas na região, a passagem pelo Estreito de Ormuz não é possível no momento", indicou o órgão. Além disso, ele destacou que os pedidos pendentes serão analisados e autorizados assim que a estabilidade e a calma forem restabelecidas.
O CENTCOM afirmou neste domingo que o estreito permanece aberto para qualquer embarcação que deseje transitar legalmente por essa rota internacional. O órgão militar garantiu ainda que suas forças estão mobilizadas para assegurar a liberdade de navegação e afirmou que "o Irã não controla o estreito" e que o tráfego marítimo continua operando normalmente.
A disputa ocorre depois que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) anunciou o fechamento temporário de Ormuz "até novo aviso" e condicionou sua reabertura à cessação das “intervenções americanas” no Oriente Médio. O estreito é considerado um dos corredores energéticos mais importantes do mundo, já que por ele circula mais de um quarto do petróleo comercializado por via marítima e cerca de um quinto do comércio mundial de gás natural liquefeito.
- Na noite de 8 de julho, as forças americanas retomaram os bombardeios ao Irã com o objetivo de impor "altos custos" à República Islâmica por supostamente atacar navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A ofensiva provocou uma resposta rápida de Teerã e uma escalada ainda maior entre os dois países, que continua a se intensificar.