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Irã fecha o Estreito de Ormuz e condiciona reabertura ao fim da ingerência dos EUA

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã alertou que responderá com firmeza a qualquer tentativa de estabelecer uma "rota ilegal" de navegação nessa importante via marítima.
Irã fecha o Estreito de Ormuz e condiciona reabertura ao fim da ingerência dos EUANurPhoto / Gettyimages.ru

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) anunciou o fechamento temporário do Estreito de Ormuz "até novo aviso" e afirmou que a medida permanecerá em vigor até que cessem as "intervenções dos Estados Unidos" no Oriente Médio, informou a agência Tasnim neste sábado (11).

A força naval também afirmou que responderá com firmeza a qualquer tentativa de estabelecer o que classificou como uma "rota ilegal" de navegação pelo Estreito de Ormuz. Segundo a instituição, respostas firmes serão adotadas para controlar o aumento do tráfego na região.

Segundo o orgão, a medida foi adotada após várias embarcações ignorarem os alertas para corrigir a rota e navegar pelo corredor autorizado. A corporação informou ainda que um navio que havia desligado seus sistemas de identificação e colocado em risco a segurança da navegação foi interceptado após disparos de advertência.

Aviso aos seus adversários

A Marinha do CGRI atribuiu a situação ao que classificou como uma "intervenção ilegal" dos Estados Unidos e advertiu as Forças Armadas norte-americanas de que responderá com firmeza contra suas bases no Oriente Médio caso se atrevam a realizar uma "nova agressão" contra o Irã.

Por fim, ressaltou que as consequências de uma eventual intervenção recairão sobre os Estados Unidos e Israel, bem como sobre os países da região que tenham colocado seus territórios a serviço de "bases inimigas" para viabilizar essas ameaças.

Escalada

  • As Forças Armadas dos EUA realizaram, na terça-feira (7), uma série de bombardeios contra o Irã com o objetivo de "impor" à República Islâmica "altos custos" por supostamente ter atacado navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A ofensiva provocou uma rápida resposta de Teerã e uma nova escalada entre os países, que continua se intensificando.
  • O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, destacou que seu país está preparado para se defender caso os EUA "violem" o memorando de entendimento e ataquem novamente a República Islâmica. "Nunca deixamos de estar preparados para defender nossa nação e, a qualquer momento em que os americanos violarem esse entendimento, estaremos prontos para uma defesa total", afirmou.