
Trump: EUA atacaram a 'joia do petróleo' do Irã e podem assumir controle da ilha

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou na quarta-feira (8) que suas forças destruíram parte da ilha petrolífera iraniana de Kharg durante os bombardeios da noite anterior.
"Ontem à noite, destruímos parte [da ilha]. Eu disse a eles: 'Não toquem no petróleo, porque podemos tomar Kharg' [...] Não há nada que vocês possam fazer a respeito", disse Trump a repórteres durante a cúpula da OTAN em Ancara.
O presidente explicou que deu instruções precisas às suas forças e avisou que atacariam novamente esta noite: "Eu disse a eles: 'Não ataquem os oleodutos, ataquem todo o resto'. E eles atacaram."
Mais ataques

No mesmo dia, Trump afirmou que o memorando de entendimento entre os dois países havia sido "acabado". Ele também declarou que "não se importava" se as negociações com Teerã não fossem retomadas.
Mais tarde, ele ameaçou o Irã com "uma surra neles esta noite", reiterando que não estava satisfeito com eles. Nesse contexto, ele chamou os líderes da nação persa de "pessoas más", acrescentando que eram "mentirosos e trapaceiros".
Nova escalada
As Forças Armadas dos EUA lançaram uma série de ataques aéreos contra o Irã nesta terça-feira (7) para "impor altos custos por atacar navios mercantes tripulados por civis inocentes em uma via navegável internacional", conforme afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom) em suas redes sociais.
Entretanto, a mídia iraniana noticiou explosões nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, bem como nas ilhas de Qeshm e Kharg, onde se encontram importantes infraestruturas petrolíferas iranianas e de onde provêm 90% das exportações totais de petróleo bruto do país.
Por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabad, afirmou que "ao mesmo tempo em que emite um sério alerta sobre as consequências do descumprimento do acordo por parte dos Estados Unidos, o Irã tomará medidas decisivas para salvaguardar seus interesses e segurança nacionais", afirmou.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou na quarta-feira (8) ter realizado uma operação conjunta com mísseis e drones contra 85 alvos militares dos EUA no Oriente Médio. Segundo a IRGC, os ataques atingiram instalações usadas pelas forças americanas no Bahrein e no Kuwait, e um drone MQ-9 foi abatido.

