'Atividade rotineira': China volta a se pronunciar após teste de míssil com submarino nuclear

Pequim refutou as alegações de uma suposta notificação tardia, afirmando que a China informou aos EUA e a outros países "com antecedência".

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, denunciou nesta quinta-feira (9) como "dois pesos e duas medidas e hegemonismo" as críticas dos Estados Unidos ao teste de míssil lançado, na segunda-feira (6), de um submarino nuclear chinês no Oceano Pacífico.

"Como a China já enfatizou em diversas ocasiões, este teste de lançamento é uma atividade rotineira de treinamento militar anual, destinada a verificar a confiabilidade, a segurança e a eficácia do sistema de armas correspondente, e está em conformidade com o direito internacional e as práticas internacionais, sem visar qualquer país ou objetivo específico", ressaltou a porta-voz durante uma coletiva de imprensa.

Em seu discurso, Mao Ning defendeu a posição da China, afirmando que Pequim "publicou informações relevantes em tempo hábil e notificou os Estados Unidos e outros países com antecedência, refletindo a abertura e a transparência das forças armadas chinesas".

A porta-voz chinesa também apontou a contradição na postura de Washington. "Os Estados Unidos, como o único país que de fato utilizou armas nucleares e possui o maior e mais avançado arsenal nuclear do mundo, realizam lançamentos anuais de mísseis a partir de submarinos nucleares estratégicos, mas criticam e apontam o dedo para os lançamentos rotineiros de mísseis da China". 

Mao Ning pediu aos Estados Unidos para observarem racionalmente o desenvolvimento da defesa nacional e a construção militar da China, e a salvaguardarem efetivamente a estabilidade estratégica global. 

Reação de Washington

Após o teste, o Departamento de Estado dos EUA pediu à China para participar de discussões sobre controle de armas e a se comprometer a estabelecer um mecanismo de notificação para todos os lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais e mísseis espaciais. "Os EUA monitoraram o lançamento de teste, por submarino chinês, de um míssil balístico intercontinental desarmado, que caiu no Oceano Pacífico Sul", afirmou a agência, denunciando o "rápido e opaco acúmulo de armas nucleares" de Pequim.