Moscou acusou, nesta quarta-feira (8), o regime de Kiev de utilizar violência sexual de forma "sistemática" durante o conflito entre os dois países. A declaração foi feita pelo representante permanente adjunto da Rússia na ONU, Dmitry Chumakov, durante um debate aberto do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre violência sexual em conflitos.
Segundo o diplomata, militares e agentes das forças armadas de Kiev recorrem a esse tipo de violência desde o golpe de Estado ocorrido na Ucrânia em 2014.
Chumakov afirmou que casos de estupros, incluindo estupros coletivos, eletrocussão genital e castração teriam sido registrados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), pelo Comitê da ONU contra a Tortura, pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, por tribunais russos e pelo ouvidor militar da Ucrânia.
O representante russo também afirmou que prisioneiros de guerra capturados pelas forças de Kiev têm sido submetidos a abusos sexuais e torturas. Ele ainda apontou que civis estão entre as vítimas.
Exemplos de violência
Como exemplo, Chumakov citou a vila de Russkoye Porechnoye, na região de Kursk. De acordo com o diplomata, após a libertação da localidade pelas forças russas, em janeiro de 2025, foram encontrados os corpos de 22 civis, entre eles oito mulheres que foram estupradas antes de serem mortas.
O diplomata afirmou ainda que depoimentos de militares ucranianos identificados como Vladimir Parafilo e Yevhen Fabrisenko confirmam os crimes. Ele também mencionou casos de violência sexual nas cidades de Dimitrov e Krasnoarmeysk, na República Popular de Donetsk.
Ao concluir sua intervenção, Chumakov afirmou que crimes sexuais em conflitos armados são "absolutamente inaceitáveis", e disse que o tema não deve ser utilizado como instrumento político. "Os fatos não são 'nossos' nem 'deles'. Caso contrário, não se trata de investigação, mas de propaganda", declarou.