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Nos EUA, Flávio Bolsonaro afirma que Lula 'lambe as botas da China'

Em meio à ameaça de tarifas dos EUA ao Brasil, Flávio Bolsonaro intensifica ataques a Lula enquanto articula com autoridades norte-americanas.
Nos EUA, Flávio Bolsonaro afirma que Lula 'lambe as botas da China'Reprodução/Redes Sociais

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (8), em viagem aos Estados Unidos, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "lambe as botas da China" e coloca a ideologia acima dos interesses do Brasil.

A declaração foi feita um dia após o parlamentar participar de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

"Alguém que a todo momento ataca os Estados Unidos, faz questão de dizer que é antiamericano. (...) Ele faz uma coisa que eu jamais faria, que é colocar a ideologia acima dos interesses do povo. É isso que ele está fazendo. Ele lambe as botas da China e taca pedra nos Estados Unidos", afirmou.

Flávio também disse ter recebido informações de bastidores indicando que a tarifa de 25% deverá ser efetivamente aplicada ao Brasil. "Já é uma coisa que está todo mundo falando. Então cabia a mim fazer uma defesa técnica, mas também política", declarou.

O governo dos Estados Unidos tem até o dia 15 de julho para decidir se implementará ou não a sobretaxa sobre produtos brasileiros.

Audiência nos EUA

Na audiência do USTR, o senador criticou o Supremo Tribunal Federal, o governo Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT), além de defender o adiamento da medida tarifária.

Flávio também afirmou na audiência que há "grande chance" de o Brasil eleger, nas eleições de outubro, um presidente "que não seja antiamericano". Ao pedir a suspensão ou o adiamento das tarifas, argumentou que uma eventual mudança de governo tornaria as sanções desnecessárias.

"Esperamos que haja a perspectiva de uma mudança no governo brasileiro a partir de janeiro do ano que vem. O que posso dizer é que temos uma grande chance de ter um presidente que não seja antiamericano, como temos hoje", afirmou.