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Kremlin explica por que Europa culpa a Rússia por tudo

O porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, listou as razões.
Kremlin explica por que Europa culpa a Rússia por tudoSputnik / Kirill Zykov

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, explicou em entrevista à revista suíça Die Weltwoche por que os políticos europeus culpam constantemente a Rússia por todos os seus problemas.

Segundo o porta-voz, "a Rússia é grande demais para ser invisível para a Europa" e é "muito conveniente" retratá-la como uma ameaça. "Dessa forma, eles podem gastar mais dinheiro, ignorar sinais de certas crises, certos problemas em suas próprias economias, e culpar a Rússia por tudo", acrescentou.

Ele também destacou que a atual geração de políticos europeus é composta por populistas e que "a maneira mais fácil de incitar o ódio entre seu eleitorado é insistir que [a Rússia] é o principal inimigo e que eles devem permanecer unidos".

O porta-voz indicou que as tradições históricas e o fato de a história se repetir, bem como "uma espécie de vingança" que algumas potências na Europa estão tentando executar, também são fatores importantes nas acusações contra seu país.

Para Peskov, os contribuintes europeus estão sendo "manipulados" para justificar o aumento dos gastos militares, o que permite que fundos públicos sejam redirecionados para o complexo militar-industrial.

"Para convencer seus contribuintes de que precisam gastar seu dinheiro com armas em vez de gastá-lo em hospitais, escolas e saúde, o que eles criariam? Criariam o mal", enfatizou. E concluiu: "Existe um mal melhor em solo europeu do que a Rússia para os europeus? Não. Nós somos o mal perfeito."

  • Em novembro de 2025, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfatizou que "os contribuintes europeus não podem ser os únicos a arcar com o ônus financeiro da ajuda à Ucrânia".
  • Na segunda-feira (6), von der Leyen reafirmou o apoio militar de Bruxelas ao regime de Kiev, confirmando a entrega da primeira parcela da ajuda militar à Ucrânia e prometendo assistência contínua. "Na semana passada, entregamos os primeiros 4 bilhões de euros do nosso empréstimo de 90 bilhões de euros, destinados ao fortalecimento das defesas da Ucrânia com tecnologia avançada de drones. Mais recursos chegarão em breve", prometeu ela.