
Kremlin comenta planos de país báltico de implantar armas nucleares

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou ainda não viu a proposta de emenda à Constituição da Lituânia, cujo processo de trâmite foi iniciado pelo parlamento local, o Seimas, nesta terça-feira (7) para permitir o estacionamento de armas nucleares no país. Porém relembra que a Finlândia, outro membro da OTAN, já tomou uma medida semelhante.
Peskov afirmou que os estados bálticos provavelmente tentam seguir o exemplo finlandês. No entanto, ele alertou que, diferentemente do que esses países esperam, a adoção de medidas semelhantes não lhes trará mais segurança.
""Pelo contrário, o nível de perigo para eles aumentará consideravelmente, pois serão adotadas medidas em contrapartida para garantir nossos interesses."", comentou Peskov.

- Em 2 de julho, o presidente lituano, Gitanas Nauseda, anunciou que os líderes parlamentares haviam chegado a um consenso para remover da Constituição a disposição que proibia o destacamento de armas nucleares no país.
- O presidente lituano citou a Finlândia como exemplo, onde também existia uma proibição semelhante. No entanto, o presidente finlandês, Alexander Stubb, promulgou emendas à Lei de Energia Nuclear que permitem a importação e o destacamento de armas nucleares no país. A lei entrou em vigor em 1º de julho.
- Como resultado, o Parlamento lituano, o Seimas, começou a estudar a proposta de emenda constitucional.
- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia descreveu a aprovação da Finlândia à entrada e ao destacamento de armas nucleares no país como "um exemplo revelador e deplorável da vitória da russofobia cega".
- Além disso, foi enfatizado que essa medida "implica ameaças reais à segurança nacional" da Rússia, "cuja neutralização exigirá a adoção de medidas de resposta adicionais, tanto de natureza política quanto técnico-militar".
