Flávio Bolsonaro leva críticas ao STF, corrupção e defesa do PIX a audiência nos EUA — O Globo

O discurso do parlamentar brasileiro também mencionou denúncias de corrupção e a atuação das instituições nacionais.

O senador e pré-canditato a presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concentrou sua participação, nesta terça-feira (7), em uma audiência do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) em três temas principais:

As informações foram apuradas pelo jornal O Globo, citando uma fonte que estava presente dentro da sala de audiência.

De acordo com a fonte, o parlamentar teve cerca de cinco minutos para fazer sua manifestação e adotou um discurso de caráter político, com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao STF. A fala, de acordo com o relato, não apresentou dados técnicos ou estudos econômicos para sustentar os argumentos.

Durante a audiência, Flávio Bolsonaro afirmou que há restrições à liberdade de expressão no Brasil relacionadas às decisões judiciais sobre conteúdos publicados nas redes sociais. O senador associou essas medidas a uma suposta influência do governo federal sobre o ambiente digital.

Outro ponto abordado pelo parlamentar foi a corrupção. Flávio citou casos que marcaram a política brasileira, como o mensalão, além de mencionar investigações recentes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS e o caso do Banco Master.

O terceiro tema destacado foi o PIX. O senador afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos foi criado durante o governo de Jair Bolsonaro e argumentou que a ferramenta não representa uma ameaça, mas sim uma alternativa complementar aos meios de pagamento utilizados nos Estados Unidos.

Tarifas e a Corrida Eleitoral

A manifestação seguiu a linha apresentada em um documento de 86 páginas enviado ao governo americano, no qual Flávio Bolsonaro questiona o momento da aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

No material, o senador afirma que a medida teria ocorrido em um período próximo às eleições presidenciais e poderia favorecer politicamente o presidente Lula.

Durante a audiência, Flávio também teria argumentado que a adoção das tarifas poderia prejudicar a própria economia dos Estados Unidos.

O início da sessão teve um atraso de aproximadamente dez minutos.

A demora ocorreu porque outra audiência do USTR, relacionada à taxação de produtos associados ao trabalho forçado, também estava sendo realizada na manhã desta terça-feira (7).