'Chegamos ao limite': país europeu esgota capacidade de fornecer ajuda militar à Ucrânia

As declarações forma feitas em um momento crítico para Kiev, que enfrenta sérias dificuldades na interceptação de mísseis balísticos russos.

Os Países Baixos chegaram ao limite no apoio militar ao regime ucraniano e agora não tem mais condições de oferecer qualquer assistência adicional a Kiev, declarou a ministra da Defesa holandesa, Dilan Yesilgoz-Zegerius, citada pela Bloomberg nesta terça-feira (7).

"Nós, como Países Baixos, não temos mais opções, pois já fizemos muito", afirmou a ministra em entrevista à margem da cúpula da OTAN, que acontece nos dias 7 e 8 de julho em Ancara, na Turquia.

"Chegamos ao nosso limite", declarou, acrescentando que irá pedir outros países a assumirem os esforços.

As declarações da ministra chegam em um momento crítico para a Ucrânia, que enfrenta sérias dificuldades para interceptar mísseis balísticos russos.

Por sua vez, o chefe do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, solicitou mais interceptores aos aliados.

Capacidade limitada

A reportagem observa que os Países Baixos têm sido um dos maiores doadores para a Ucrânia em termos relativos. Segundo dados oficiais, o país gastou 9,1 bilhões de euros (US$ 10,4 bilhões) em apoio militar, com outros 11,6 bilhões de euros planejados.

Amsterdã comprometeu-se ainda com 1 bilhão de euros para o programa PURL (Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia), destinado a fornecer armamentos americanos ao país.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou na segunda-feira (6) que a Aliança tem capacidade limitada para fornecer mísseis de defesa aérea à Ucrânia. "Há um limite para o número de interceptores que podem ser implantados em território da OTAN", afirmou ele em uma coletiva de imprensa.