Onda de calor nos EUA quebra mais de 148 recordes de temperatura e deixa ao menos 28 mortos

Mais de 260 milhões de pessoas enfrentam temperaturas extremas; somente em Nova Jersey, 25 mortes foram preliminarmente associadas ao calor.

A histórica onda de calor que atinge o leste dos Estados Unidos durante o período do feriado da independência, celebrado em 4 de julho, já deixou ao menos 28 mortes.

Entre os dias 30 de junho e 5 de julho, foram registrados mais de 148 recordes diários de calor, segundo informe desta segunda-feira (6) do centro de previsão da FOX Weather.

O estado mais afetado foi Nova Jersey, onde o Departamento de Saúde informou que 25 mortes, distribuídas por 10 condados, foram preliminarmente associadas às temperaturas extremas.

Dados em tempo real também mostram que centenas de pessoas precisaram ser hospitalizadas no fim de semana por doenças relacionadas ao calor. As vítimas têm, em sua maioria, entre 30 e 80 anos.

Situação nos EUA

Entre o final de junho e o começo de julho, mais de 260 milhões de pessoas enfrentaram temperaturas acima de 32°C, enquanto mais de 20 estados registraram máximas superiores a 38°C. Com a elevada umidade, a sensação térmica chegou a variar entre 40,5°C e 46°C.

A capital do país, Washington, registrou o 4 de Julho mais quente de sua história, com máxima de 39,4°C. Na cidade, equipes médicas atenderam mais de 700 ocorrências relacionadas ao calor durante as celebrações no National Mall, e cerca de 40 pessoas precisaram ser hospitalizadas.

Na Filadélfia, o calor também bateu marcas inéditas: foi a primeira vez que a cidade registrou três dias consecutivos com temperaturas acima de 38,3°C. Em Atlantic City, Nova Jersey, os termômetros alcançaram 41,1°C, igualando o recorde histórico da cidade.

Situação na Europa

A Europa Ocidental também vive uma onda de calor recorde. Cidades como ParisMadrid, Bruxelas e Leipzig registram temperaturas próximas ou acima dos 40 °C ainda em junho. Em alguns casos, foram reportados cortes de energia na França e alertas vermelhos por risco extremo de calor em diferentes países.

Para o enviado especial da Presidência da Rússia para cooperação em investimento e economia, Kirill Dmitriev, a crise provocada pela onda de calor na Europa está ligada às escolhas energéticas da União Europeia e do Reino Unido.

Em publicação feita em 28 de junho na rede social X, Dmitriev declarou que "a UE e o Reino Unido não têm energia para fazer funcionar os aparelhos de ar-condicionado e salvar vidas porque rejeitaram a energia russa, acessível e confiável".