
Ar-condicionado já é novo campo de batalha política na Europa — Bloomberg

O ar-condicionado se tornou um novo campo de batalha político na Europa, especialmente na França, onde o calor extremo já influencia o debate público e as respostas dos governos, informou a Bloomberg na terça-feira (30).
Segundo a mídia, o tema se converteu em uma nova "guerra cultural", à medida que as autoridades tentam adaptar infraestruturas envelhecidas ao agravamento das ondas de calor.

Na França, a extrema direita promete soluções imediatas com sistemas de refrigeração, apostando no descontentamento popular após a semana de temperaturas recordes. O deputado Jean-Philippe Tanguy, do partido Reagrupamento Nacional, propôs instalar ar-condicionado em milhões de edifícios públicos e privados, com investimento de 20 bilhões de euros até 2030.
A proposta prevê reformas em habitações, melhorias no isolamento térmico e a instalação de 40 milhões de aparelhos. A medida é vista como uma forma de atrair eleitores insatisfeitos com a gestão do governo diante do calor, que afetou transportes, escolas e a agricultura.
Segundo pesquisa do instituto Elabe, a maioria dos franceses vê o ar-condicionado como solução de curto prazo. No entanto, entre os eleitores de Marine Le Pen e Jordan Bardella, metade defende que a instalação em massa deve ser prioridade. O movimento de esquerda "França Insubmissa", liderado por Jean-Luc Mélenchon, também propõe a instalação de ar-condicionado em hospitais, escolas e lares de idosos.
