
Nem mesmo os crematórios dão conta: Funerárias em Paris estão lotadas devido ao calor extremo

Duas funerárias localizadas dentro dos limites da cidade de Paris estão lotadas desde a manhã de sábado (27) e a situação pode piorar se o aumento na procura pelos serviços continuar nos próximos dois dias, afirmou Elisabeth Charrier, delegada-geral da Federação Nacional de Serviços Funerários.
"As funerárias estão sobrecarregadas e não conseguimos mais encontrar espaço para os nossos falecidos", confirmou Fabien Hugues, diretor de uma das funerárias da região de Paris, à BFMTV, destacando a gravidade da situação. Ele observou que um aumento no número de mortes tem sido constatado nos últimos dois ou três dias.
Para encontrar disponibilidade, Hugues foi obrigado a procurar espaços fora da região, em departamentos como Eure-et-Loir ou mesmo na Normandia, porque a situação agora afeta toda a região de Paris. Ele também indicou que o tempo de espera para cremação aumentou: as datas mais próximas disponíveis são por volta de 16 e 17 de julho.

Este colapso ocorre em meio a uma onda de calor histórica na França, onde 37 departamentos permanecem em alerta vermelho. As severas condições climáticas levaram ao cancelamento de inúmeros eventos neste fim de semana numa tentativa de evitar a paralisação dos serviços de emergência e hospitais, onde a situação também é extremamente tensa.
Calor extremo em Paris
Esta terça (23), quarta (24) e quinta-feira (25) foram os dias mais quentes já registrados na França, e a previsão é de que o calor extremo continue até domingo (28). As temperaturas chegaram a quase 40 graus Celsius na densamente povoada capital francesa. Em particular, para aliviar a pressão sobre os hospitais, as autoridades estão restringindo o consumo de álcool em locais públicos em Paris.
Na quinta-feira, o prefeito de Paris declarou que a onda de calor causou um aumento no número de mortes, mas não forneceu números. A ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist, informou que 25 paradas cardíacas foram registradas na capital em 24 horas, em comparação com uma média de menos de 10 em um dia normal. As mortes por afogamento — devido à busca por refrescar-se em rios, lagos e no mar — subiram para 55, segundo as autoridades locais.
