O surto de ebola na República Democrática do Congo já provocou 506 mortes entre 1.561 casos confirmados desde que foi declarado, no dia 15 de maio, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Saúde do país.
A situação pode se agravar com a ameaça de greve de profissionais da linha de frente, de acordo com informações da agência AP.
O epicentro da doença permanece na província de Ituri, mas o vírus também já foi confirmado em Kivu do Norte e Kivu do Sul, além do país vizinho Uganda. Nas últimas 24 horas, foram registrados 33 novos casos e 14 mortes.
Ameaça de greve
Trabalhadores da saúde deram um ultimato de 24 horas ao governo exigindo o pagamento de benefícios atrasados, melhores condições de trabalho e equipamentos adequados.
Eles afirmam que não recebem os valores prometidos desde o início do surto e denunciam baixos salários, falta de insumos e sobrecarga de trabalho.
A paralisação, caso ocorra, pode comprometer os esforços para conter a doença justamente quando começaram os ensaios clínicos para testar tratamentos experimentais.
Desafios
O combate ao surto é dificultado pelo fato de a variante Bundibugyo do vírus ebola, responsável pela atual epidemia, ainda não contar com vacina ou tratamento aprovados.
As autoridades também ainda não identificaram o paciente inicial da transmissão e seguem monitorando milhares de pessoas que tiveram contato com infectados.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o primeiro mês deste surto foi o mais grave já registrado para a doença no país.