FIFA nega interferência de Trump em decisão envolvendo árbitro brasileiro

Presidente da entidade confirma ligação do presidente dos EUA, mas afirma que decisão sobre anular cartão vermelho de jogador norte-americano foi exclusiva do Comitê Disciplinar.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, negou, nesta segunda-feira (6), ter interferido na decisão que anulou o cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina, pela Copa do Mundo 2026. O lance foi marcado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus.

Após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que telefonou para pedir a revisão da expulsão, Infantino confirmou o contato, mas disse que apenas informou ao presidente que o caso estava sendo analisado pelo Comitê Disciplinar da FIFA.

"Os órgãos judiciais da FIFA são independentes, eles atuam de forma autônoma. (...) O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam", afirmou.

Antes, Trump também negou ter pressionado a entidade. "Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à FIFA o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA", declarou.

Cartão de Claus

O cartão vermelho foi aplicado por Claus após revisão do VAR. Aos 18 minutos do segundo tempo, Balogun foi expulso por atingir o tornozelo de Muharemovic com um pisão.

Apesar de negar interferência, Trump atacou o árbitro e levantou suspeitas sem apresentar provas. "Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele... Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito."