
Comício de partido crítico a Zelensky na Alemanha é marcado por protestos violentos

Os protestos contra o congresso do partido AfD (Alternativa para a Alemanha) marcaram o encontro da sigla neste sábado (4), em Erfurt, na Alemanha, informou a mídia local. Segundo a polícia, cerca de 31 mil pessoas participaram das manifestações, enquanto os organizadores estimaram 50 mil participantes.
Kurzer Lagebericht – AfD-Bundesparteitag Erfurt
— Petr Bystron (@PetrBystronAfD) July 4, 2026
Die Delegierten sind bereits gegen 5 Uhr in der Messehalle angekommen. Die „Antifa“ und das „Widersetzen“-Bündnis haben komplett verschlafen – die Blockaden kamen viel zu spät. Der Saal war früh voll, der Parteitag konnte… pic.twitter.com/W1TudPJNzx

Apesar de bloqueios em rodovias e outras ações de manifestantes, o congresso começou no horário previsto.
A polícia informou ainda que apreendeu fogos de artifício e bastões em alguns casos. Também foram registrados ataques contra jornalistas dos veículos próximos do partido, como Apollo e Junge Freiheit.
Weidel reeleita
Durante o congresso, os delegados reelegeram Alice Weidel e Tino Chrupalla para mais um mandato de dois anos como copresidentes do AfD. Weidel recebeu 81,3% dos votos, enquanto Chrupalla obteve 70%. Ambos concorreram sem adversários, após os delegados aprovarem, por ampla maioria, a manutenção da liderança compartilhada do partido.
#Erfurt:
— Cyan Radio RK ❌✌️ (@cyan_rk) July 4, 2026
Obwohl alle Delegierten des AfD-Parteitages bereits in der Messehalle sind, blockiert die Antifa seit etwa anderthalb Stunden die Autobahn 71.
Und sorgt damit für ein Verkehrschaos in der Region Erfurt, unter Aufsicht der Polizei, die das Treiben toleriert.#Knüppelpic.twitter.com/ilDS3itmWx
Em seu discurso, Weidel criticou o chanceler alemão Friedrich Merz. Ela afirmou que o chefe de governo é "o Vivaldi entre os chefes de governo", acrescentando que "toda vez ele anuncia reformas com estardalhaço, mas depois acaba cortando as próprias promessas."
Ao defender a política migratória da legenda, declarou: "Vamos deportar com rigor", frase que foi recebida com aplausos pelos presentes.
Ao pedir apoio para sua reeleição, Tino Chrupalla afirmou que a AfD pretende chegar ao poder.
"Queremos governar", declarou.
Segundo ele, o partido "cresceu e se tornou um partido popular" e, após demonstrar capacidade de atuar na oposição, pretende governar "primeiro em um estado, depois no governo federal".

