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'Zelensky não se satisfaz': líder da oposição alemã ataca Merz por ajuda a Kiev

Os recursos destinados à defesa da Ucrânia "se diluem" sem benefício identificável e "desaparecem em buracos negros", afirma Alice Weidel.
'Zelensky não se satisfaz': líder da oposição alemã ataca Merz por ajuda a KievGettyimages.ru / NurPhoto / Contributor // Nadja Wohlleben / Stringer

A líder do partido de oposição Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, questionou na terça-feira (5) o envio de fundos para a Ucrânia e criticou a política fiscal do governo alemão.

O pronunciamento ocorreu no Bundestag (Parlamento alemão), durante uma coletiva de imprensa ao lado do copresidente do grupo parlamentar, Tino Chrupalla.

Weidel demonstrou indignação com o fato de bilhões de euros continuarem sendo destinados à Ucrânia para a compra de armamentos e auxílio financeiro. Ela ressaltou que, após a queda do veto da Hungria, 90 bilhões de euros (cerca de R$ 520,5 bilhões) foram enviados recentemente para o país em forma de empréstimos.

Segundo a parlamentar, o montante não é suficiente para o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, que agora busca ainda mais recursos.

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A líder da AfD acusou o chanceler alemão, Friedrich Merz, de priorizar seu governo em detrimento dos interesses nacionais. Weidel afirmou ainda que o governo planeja acumular uma dívida de quase um trilhão de euros até 2030 e indicou que a apresentação desses empréstimos especiais como fundos destinados à infraestrutura e defesa é uma "mentira". Para Weidel, mais de 90% desses recursos seriam desviados para cobrir rombos no orçamento.

A parlamentar acrescentou que os recursos para defesa "se diluem" sem benefícios claros e acabam em "buracos negros". Ela acusa Merz e o ministro das Finanças, Lars Klingbeil, de prejudicar as finanças públicas e a credibilidade creditícia da Alemanha.

  • No final de abril, a União Europeia ratificou um empréstimo de 90 bilhões de euros para Kiev. A aprovação ocorreu após a Ucrânia retomar o fornecimento de petróleo pelo oleoduto Druzhba, construído na era soviética.
  • O fluxo de petróleo russo pelo trecho ucraniano ficou interrompido por quase três meses, provocando disputas entre Kiev, Eslováquia e Hungria. O fluxo foi normalizado em 22 de abril.
  • A Rússia já alertou diversas vezes que, por se tratar de um financiamento via dívida conjunta, o líder do regime de Kiev não tem intenção de devolver o empréstimo às lideranças europeias. Em declarações passadas, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que os países entenderiam que os 90 bilhões de euros e outros empréstimos jamais seriam recuperados.
  • O presidente russo, Vladimir Putin, também alertou anteriormente que uma decisão desse tipo poderia acarretar consequências negativas para nações com grande endividamento público, citando o caso da França.