Presidente de Cuba rebate acusações dos EUA: 'Não há bases chinesas' no país

Miguel Díaz-Canel classificou as acusações como "calúnias" e afirmou que a única base militar estrangeira em território cubano é a dos Estados Unidos, em Guantánamo.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reiterou nesta quinta-feira (2) que não há bases militares da China na ilha. A acusação é apresentada pelo governo dos EUA para intensificar medidas coercitivas contra o país caribenho.

"Que mostrem onde estão as bases. (...)Não há bases chinesas em Cuba. Já dissemos isso em várias ocasiões. Já afirmamos isso", declarou em entrevista à Sky News.

Díaz-Canel atribuiu aos meios de comunicação tradicionais e aos algoritmos das redes sociais a responsabilidade pela acusação. "Normalmente estão subordinados aos interesses da política norte-americana", afirmou.

"Vamos olhar para a história: em que momento Cuba realizou alguma ação agressiva contra os EUA? A natureza dos cubanos é de amizade, solidariedade e cooperação. Nós não somos um problema para sermos agredidos", enfatizou.

O presidente cubano afirmou que, apesar das "calúnias" que enfrentam, pretende manter suas políticas. "Qual foi o pecado de Cuba? Tentar construir o socialismo a apenas 90 milhas dos EUA. Foi isso que a maioria decidiu", acrescentou.

Em uma coletiva de imprensa recente, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, fez uma declaração no mesmo sentido. "Devo reiterar que em Cuba não há bases militares estrangeiras (...). A única base estrangeira que usurpa território do nosso país é a base norte-americana que ocupa território em Guantánamo."

Ameaças dos EUA contra Cuba