O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reiterou nesta quinta-feira (2) que não há bases militares da China na ilha. A acusação é apresentada pelo governo dos EUA para intensificar medidas coercitivas contra o país caribenho.
"Que mostrem onde estão as bases. (...)Não há bases chinesas em Cuba. Já dissemos isso em várias ocasiões. Já afirmamos isso", declarou em entrevista à Sky News.
Díaz-Canel atribuiu aos meios de comunicação tradicionais e aos algoritmos das redes sociais a responsabilidade pela acusação. "Normalmente estão subordinados aos interesses da política norte-americana", afirmou.
"Vamos olhar para a história: em que momento Cuba realizou alguma ação agressiva contra os EUA? A natureza dos cubanos é de amizade, solidariedade e cooperação. Nós não somos um problema para sermos agredidos", enfatizou.
O presidente cubano afirmou que, apesar das "calúnias" que enfrentam, pretende manter suas políticas. "Qual foi o pecado de Cuba? Tentar construir o socialismo a apenas 90 milhas dos EUA. Foi isso que a maioria decidiu", acrescentou.
Em uma coletiva de imprensa recente, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, fez uma declaração no mesmo sentido. "Devo reiterar que em Cuba não há bases militares estrangeiras (...). A única base estrangeira que usurpa território do nosso país é a base norte-americana que ocupa território em Guantánamo."
Ameaças dos EUA contra Cuba
- Em janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança dos EUA e da região.
- Além disso, anunciou a imposição de tarifas aos países que venderem petróleo à ilha, somadas a ameaças de retaliação contra aqueles que desrespeitarem a ordem executiva da Casa Branca.
- Em 20 de maio, a Justiça dos EUA acusou o ex-presidente cubano Raúl Castro e outras cinco pessoas de supostamente terem causado a morte de quatro pessoas, entre elas três cidadãos norte-americanos, no contexto da derrubada de duas aeronaves, em 1996.
- No mês seguinte, os EUA impuseram sanções a Díaz-Canel e à primeira-dama, Lis Cuesta Peraza.